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Bienal Sesc de dança

O Sesc São Paulo realiza em Campinas a décima edição da Bienal Sesc de Dança.
O festival mantém o compromisso de apresentar ao público um panorama diversificado da produção artística e do pensamento sobre a linguagem por meio de espetáculos, performances, instalações, debates, oficinas, exibições de documentários, lançamentos de livros e conversas entre criadores.

As atividades que compõem a programação do festival revelam a potência da dança contemporânea em propor reflexões sobre o agora e todas as urgências que ele nos apresenta, sem perder de vista as conexões com a história e estabelecendo diálogos com possíveis memórias da dança.

Essa edição da Bienal ocupará, além de espaços do Sesc Campinas, equipamentos da cidade como o Teatro José de Castro Mendes, a Estação Cultura, o Museu da Imagem e do Som (MIS), o CIS Guanabara, Unicamp e praças da cidade. Durante 11 dias, serão mais de 80 apresentações de companhias de diferentes estados brasileiros (BA, MG, PI, PR, RJ, SC, SP), e ainda representantes da Argentina, Bélgica, Burquina Faso, Chile, Itália, Japão e Uruguai.

Toda a programação do festival carrega a expectativa do encontro com o público que, ao entrar em contato com as obras, construirá a sua própria memória. É nesse sentido que esperamos que essa Bienal proporcione um espaço para trocas, reflexões, provocações e diálogos.

Programação nos espaços da Unicamp

Instalação "Campo Antípoda" - Christine Greiner, Ricardo Muniz e Hideki Matsuka - Brasil/SP
Campo Antípoda tem a cultura japonesa e as imagens do corpo e da criação no Japão como tema de discussões entre coreógrafos, performances, conversas e lançamentos de livros que ocorrem dentro de uma instalação/ambiente.
Nos últimos anos, vários criadores de dança têm proposto diálogos (reais ou imaginários) com o Japão e com as imagens do corpo japonês. Muitas vezes, não se trata propriamente de uma pesquisa estética ou do aprendizado de treinamentos específicos (butô ou teatro nô), mas sim, de uma certa fabulação do corpo e da cultura japonesa. Estes coreógrafos também não pensam em explorar o exotismo nem mimetizar o Japão, mas sim, em testar experimentos que ao imaginar o outro reinventam a si mesmos. Um Japão como gatilho para criação. É disso que se trata o Campo Antípoda. Uma instalação/ambiente de performances, espetáculos, conversas e lançamentos de livros para desterritorializar o Japão e a todos nós.
Classificação: Livre
Dia: 14/09
Horário: 08h30 as 17h
Local: CIS-Guanabara

Espetáculo "Corpo doente" - Marcelo Evelin/Demolition Incorporada - Brasil/PI
Em Dança Doente, o coreógrafo piauiense Marcelo Evelin mescla influências da dança japonesa butô com os movimentos do candomblé numa homenagem ao mestre japonês Tatsumi Hijikata. Os bailarinos atuam usando quimonos, rendas brancas, máscaras e colares em referência ao butô e ao candomblé.

O espetáculo apresenta a impactante mistura da dança Butô com os movimentos do candomblé. Admirador do trabalho de Tatsumi Hijikata (1928-1986), um dos criadores do Butô na década de 1970, o coreógrafo piauiense
Marcelo Evelin visita e estuda o Japão desde 2011. Nesta montagem, ele homenageia o último trabalho do mestre japonês, o livro A Dançarina Doente(daí o nome da peça), em que Hijikata relata suas memórias.

Os bailarinos do espetáculo são adornados por quimonos, rendas brancas, máscaras e colares e, assim, fazem referência de um lado ao expressionismo e surrealismo da dança japonesa e, de outro, ao universo do candomblé. A apresentação tem um tom fantasmagórico, e uma das ideias é remeter às noções de morte e doença. Evelin encara a doença como um processo de transformação física e emocional, que atravessa também questões do nosso cotidiano.
Classificação: 18 anos
Dias: 15 e 16/09
Horário: 21h30
Local: CIS-Guanabara

Conversa "Campo Antípoda" - Christine Greiner - Takao Wawaguchi - Brasil e Japão
Campo Antípoda tem a cultura japonesa e as imagens do corpo e da criação no Japão como tema de discussões entre coreógrafos, performances, conversas e lançamentos de livros que ocorrem dentro de uma instalação/ambiente.

Nos últimos anos, vários criadores de dança têm proposto diálogos (reais ou imaginários) com o Japão e com as imagens do corpo japonês. Muitas vezes, não se trata propriamente de uma pesquisa estética ou do aprendizado de treinamentos específicos (butô ou teatro nô), mas sim, de uma certa fabulação do corpo e da cultura japonesa. Estes
coreógrafos também não pensam em explorar o exotismo nem mimetizar o Japão, mas sim, em testar experimentos que ao imaginar o outro reinventam a si mesmos. Um Japão como gatilho para criação. É disso que se trata o Campo Antípoda. Uma instalação/ambiente de performances, espetáculos, conversas e lançamentos de livros para desterritorializar o Japão e a todos nós.
Classificação: Livre
Dia: 16/09
Horário: 17h
Local: Cis-Guanabara

Lançamento de livro "Treino em Poema" - Christine Greiner - Takao Wawaguchi - Brasil e Japão 
Kazuo Ohno Treino e(m) Poema é uma obra essencial para quem deseja conhecer o universo de um dos mais relevantes dançarinos do século XX, pai do butô ao lado de Tatsumi Hijikata. O livro, assinado pelo próprio Ohno, com tradução de Tae Suzuki, traz 154 aforismos originalmente transcritos de gravações realizadas em diversos workshops promovidos em seu estúdio no Japão entre o final da década de 1970 e 1997.

Muito além da técnica da dança, nascida no país pós-guerra, nos anos 1950, o registro do dançarino, professor e artesão (como ele gostava de ser chamado) reflete sobre a percepção do corpo, da memória, da vida e da morte. “Se não está dentro de você, então não reverbera – mesmo que você tenha técnica, mesmo que seja grande o seu esforço. É mais importante comunicar sem fazer nada do que comunicar com um grito”, diz um dos trechos.
Classificação: Livre
Dia: 16/09
Horário: 17h
Local: CIS-Guanabara

Espetáculo: "Composição para esculturas e um corpo" - Néle Azevedo e Marina Tenório - Brasil/SP
Na instalação-performance Composição para Esculturas e um Corpo, a coreógrafa Marina Tenório contracena com esculturas de gelo em forma de corpo humano feitas pela artista plástica Néle Azevedo. Suspensas no palco por fios de nylon, as estátuas derretem numa metáfora da fragilidade humana.

“Quanto calor despende um corpo para animar um espaço?” Partindo dessa questão, a artista plástica Néle Azevedo e a coreógrafa Marina Tenório propõem uma instalação-performance que evidencia o território de passagem, de transição, e reflete sobre a impermanência da vida, a intersecção entre o material e o imaterial, o físico e o imagético, o transparente e o opaco, o momento presente e o que se mantém na memória.

Na montagem, Tenório se movimenta e se relaciona com dezenas de esculturas de corpos fundidas em gelo com cerca de 1,10 metros, suspensas por fios de nylon. O corpo vivo dialoga com o corpo-gelo em processo de derretimento e transformação, expondo a fragilidade de ambos. A trilha sonora concebida pelo músico Thomas Rohrer ajuda a compor o clima, enquanto performer e esculturas se ressignificam com a ação do tempo.
Classificação: 14 anos
Dias: 16 e 17/09
Horário: 19h30
Local: CIS-Guanabara
Ingressos: AQUI

Conversa: "Campo Antípoda" - Cristine Greiner e Marcelo Evelin + lançamento do livro Fabulações do corpo japonês, a descoberta do outro e a invenção de si.
Campo Antípoda tem a cultura japonesa e as imagens do corpo e da criação no Japão como tema de discussões entre coreógrafos, performances, conversas e lançamentos de livros que ocorrem dentro de uma instalação/ambiente.

Nos últimos anos, vários criadores de dança têm proposto diálogos (reais ou imaginários) com o Japão e com as imagens do corpo japonês. Muitas vezes, não se trata propriamente de uma pesquisa estética ou do aprendizado de treinamentos específicos (butô ou teatro nô), mas sim, de uma certa fabulação do corpo e da cultura japonesa. Estes
coreógrafos também não pensam em explorar o exotismo nem mimetizar o Japão, mas sim, em testar experimentos que ao imaginar o outro reinventam a si mesmos. Um Japão como gatilho para criação. É disso que se trata o Campo Antípoda. Uma instalação/ambiente de performances, espetáculos, conversas e lançamentos de livros para desterritorializar o Japão e a todos nós.
Classificação: Livre
Dia: 17/09
Horário: 17h
Local: CIS-Guanabara

Lançamento de livro "Fabulações do corpo japonês, a descoberta do outro e a invenção em si" - Christine Greiner - Brasil/SP
A dançarina, coreógrafa e pesquisadora Christine Greiner dá continuidade às suas pesquisas sobre a cult ura japonesa e suas reverberações no Ocidente. Fabulações do corpo japonês e seus microativismos de afetos investiga linguagens como a literatura, o cinema, a fotografia, a dança, o teatro, a moda, as artes visuais e performances urbanas realizados no Japão da pré-história aos dias atuais.

O livro é sequência de Leituras do corpo no Japão e suas diásporas cognitivas, fruto de sua tese de pós-graduação que coloca em xeque o dualismo entre mente e corpo para desfazer clichês sobre o país oriental. Como observa o filósofo Kuniichi Uno: “HÁ TANTOS TRABALHOS SOBRE O JAPÃO, MAS A MAIOR PARTE É CENTRADA NO ESPÍRITO. AQUI, O JAPÃO SE DESTERRITORIALIZA ATRAVÉS DO OLHAR DA AUTORA, QUE SE INFILTRA NO CORPO DESTE PAÍS”.
Classificação: Livre
Dia: 17/09
Horário: 17h
Local: CIS-Guanabara

Espetáculo: "Sobre kazuo Ohno | About Kazuo Ohno" - Takao Wawaguchi - Japão
O artista japonês Takao Kawaguchi presta uma homenagem a Kazuo Ohno num espetáculo de butô inédito, em que ele reproduz de maneira idêntica os gestos e movimentos de Kazuo Ohno. Para construir a performance, Kawaguchi assistiu a fitas de VHS com registros de Ohno e copiou todos os passos da dança japonesa.

Sem nunca ter visto Kazuo Ohno (1906-2010) no palco e nem mesmo aprendido butô, o artista japonês Takao Kawaguchi consegue
se transmutar no mestre da tradicional dança japonesa. Ex-integrante do grupo multimídia Dumb Type, Kawaguchi se colocou o desafio
de copiar de forma precisa a dança de Ohno a partir de registros em VHS de seus clássicos. No espetáculo, ele questiona conceitos como
autenticidade, memória e originalidade da cópia.

Uma homenagem a um dos grandes nomes da dança japonesa, Sobre Kazuo Ohno é também uma negação da essência do butô, cujo princípio fundamental era de que a arte deveria resultar de um processo de criação pessoal, intrínseco ao artista, e Kawaguchi se confronta com o dançarino a partir do exterior, projetando-se em suas formas, seus gestos e caretas,
sem nunca ter acesso a seu mundo interior.
Classificação: 16 anos
Dia: 17/09
Horário: 21h
local: CIS-Guanabara
Ingressos: ESGOTADOS

Oficina "Crie sua Própria pose" - josé Gutierrez - EUA  (INGRESSOS ESGOTADOS)
Um dos bailarinos que participou do videoclipe da música Vogue, de Madonna, José Gutierrez usa elementos de balé, dança moderna, jazz e hip-hop, além de trejeitos e caras e bocas, para ensinar os participantes a dançarem o estilo conhecido como voguing.

Não basta articular punhos, braços, pernas e quadris. É preciso ter caras e bocas e muito “jogo de cintura” para se dar bem em voguing, dança surgida em Nova York nos anos de 1960. Nesse workshop, José Gutierrez aborda a fusão de diferentes formas de dança artística: balé, dança moderna, jazz e hip hop. Suas aulas vão ensinar cada participante a encontrar sua própria história, criando formas e silhuetas que têm o corpo como suporte. Para dançar o voguing com excelência, é preciso aprender o básico: estilo, técnica e individualidade. A atividade começa com um breve aquecimento, que inclui exercícios de respiração e alongamento. Em seguida, os participantes são encorajados a criar suas próprias poses e contorções. Crie sua própria pose e seja o que quiser!
Classificação: 18 anos
Dia: 19/09
Horário: 18h
Local: Sala AD 01 - IA – Unicamp

Espetáculo "Tudo junto | Todo junto" - Juan Onofri Barbato - Argentina
Em Todo Junto, o pianista Santiago Torricelli e o dançarino Lucas Yair Araujo realizam uma performance na rodoviária de Campinas, sob a direção do argentino Juan Onofri Barbato. Enquanto Santiago interpreta a Sonata Opus 31 nº 2 de Beethoven, Lucas encena uma coreografia de break e street dance.

Neste trabalho, o coreógrafo argentino Juan Onofri Barbato propõe o encontro do erudito com o popular e todo estranhamento que essa experiência pode causar. Em plena rodoviária, dois artistas com formações e linguagens distintas se encontram. Um deles, Santiago Torricelli, é um pianista erudito. O outro, Lucas Yair Araujo, dançarino urbano, adepto da estética da street dance e do break.

Ao som de fragmentos da Sonata Opus 31 no. 2, de Beethoven, tocada por Torricelli ao piano, eles apresentam uma performance que evidencia as diferenças e a  heterogeneidade dos corpos e histórias de seus intérpretes, criando um ritual tão extremo quanto provisório.
Classificação: Livre
Dias: 19 e 20/09
Horário: 20h
Local: Casa do Lago – Unicamp

Espetáculo: "Ó" - Cristian Duarte - Brasil/SP - Alemanha.
No mito grego, Orfeu perde definitivamente sua amada Eurídice ao olhar para trás quando tentava resgatá-la do mundo dos mortos. A imagem desse “olhar para trás”, tão fugaz e perigoso quanto irresistível, um mero piscar de olhos, é o que inspira Ó, peça de Cristian Duarte. “Foi esse gesto que nos levou ao infinito espiralado dos rolamentos que fundamentam a peça”, conta o diretor. Público e artistas dividem o mesmo espaço, uma sala ampla, sem o relevo do palco, em que os dançarinos nunca se encaram de frente.

A coreografia foi criada dentro do projeto de residência artística Lote, conduzido por Duarte desde 2011, e investiga o minimalismo na dança e o caráter sensorial dos movimentos. “A peça promove uma experiência meditativa por meio de uma dramaturgia tátil que modula incessantemente a percepção e o afeto de todos aqueles que estiverem na sala”, diz. O clima intimista é reforçado pela trilha sonora de Tom Monteiro, com melodias subliminares que se dissolvem em uma trama sonora, e pela iluminação nebulosa de André Boll.

Formado pelo estúdio e Cia Nova Dança, em São Paulo, e pela P.A.R.T.S., em Bruxelas, Cristian Duarte tem colaborações com artistas de diversos países. Ó é fruto de uma cooperação com a companhia alemã CocoonDance.
Classificação: 16 anos
Dia: 19/09
Horário: 19h30
Local: CIS-Guanabara
Ingressos: AQUI

Conversa: "Campo Antípoda" - Cristine Greiner e Alejandro Ahmed - Brasil/SP - SC.
Campo Antípoda tem a cultura japonesa e as imagens do corpo e da criação no Japão como tema de discussões entre coreógrafos, performances, conversas e lançamentos de livros que ocorrem dentro de uma instalação/ambiente.

Nos últimos anos, vários criadores de dança têm proposto diálogos (reais ou imaginários) com o Japão e com as imagens do corpo japonês. Muitas vezes, não se trata propriamente de uma pesquisa estética ou do aprendizado de treinamentos específicos (butô ou teatro nô), mas sim, de uma certa fabulação do corpo e da cultura japonesa. Estes
coreógrafos também não pensam em explorar o exotismo nem mimetizar o Japão, mas sim, em testar experimentos que ao imaginar o outro reinventam a si mesmos. Um Japão como gatilho para criação. É disso que se trata o Campo Antípoda. Uma instalação/ambiente de performances, espetáculos, conversas e lançamentos de livros para desterritorializar o Japão e a todos nós.

Conversa entre Cristine Greiner Alejandro Ahmed + Performance Alejandro Ahmed
Classificação: 16 anos
Dia: 19/09
Horário: 17h
Local: CIS-Guanabara

Campeonato Interdrag de Gaymada - Coletivo Toda Deseo - Brasil/BH
No Campeonato Interdrag de Gaymada, gays e transexuais do coletivo mineiro Toda Deseo convidam o público para participar de um jogo de queimada, animado por música e cheerleaders, que atuam sob o apito de uma juíza. Nos intervalos, o coletivo relembra casos de agressão e mortes por discriminação.

Misto de performance, ação lúdica e manifesto, esta intervenção urbana pretende criar um espaço de convivência e diversidade através do tradicional jogo da queimada. Sim, aquele jogo de rua da era analógica: essa é a proposta do Campeonato Interdrag de Gaymada do Coletivo Toda Deseo.

Para deixar o jogo ainda mais animado, uma DJ, além de líderes de torcida e uma juíza, animam a partida, da qual podem participar quaisquer interessados, sem distinção de idade, gênero, etnia, classe. Nos intervalos da partida, o coletivo relembra casos de agressão e morte geradas pela discriminação no Brasil, em uma tentativa de combater o preconceito e dar visibilidade às questões da comunidade LGBTQQI no mundo.
Classificação: Livre
Dia: 20/09
Horário: 12h
Local: Gramado no Ciclo Básico

Espetáculo: "Bananas" - Núcleo Artérias - Brasil/SP
Em Bananas, as bailarinas do Núcleo Artérias investigam o desejo e o imaginário masculinos num espetáculo encenado somente por mulheres. A obra da artista britânica Sarah Lucas é referência para questionar fronteiras entre gêneros e discutir o predomínio do masculino na cultura contemporânea.

Uma investigação sobre o desejo e o imaginário masculinos na interpretação de bailarinas mulheres. Esse é o mote de Bananas, espetáculo do Núcleo Artérias dirigido por Adriana Grechi, que pretende questionar as fronteiras
entre gêneros, espectador e artista.

Vestindo camisetões amplos, as performers se misturam ao público e encenam no palco movimentos que aludem a um gestual tipicamente masculino. A obra da artista britânica Sarah Lucas, que expande dimensões de gênero e discute o predomínio do masculino na cultura contemporânea, é uma referência importante para o grupo, cujo trabalho aborda questões como instabilidade, incerteza, consumismo, identidade, espetacularização e seus reflexos no corpo e no movimento.
Classificação: 16 anos
Dia: 22/09
Horário: 18h
Local: CIS-Guanabara
Ingressos: ESGOTADOS

Espetáculo: "Protesto" - Núcleo Artérias - Brasil/SP
O Núcleo Artérias transforma a dança numa maneira de as pessoas se conectarem em tempos de crise e incertezas. Para criar a coreografia, o coletivo pesquisou práticas de transe que vão de rituais de confrarias místicas muçulmanas ao candomblé e desenvolveu seu próprio rito.

Dançar como forma de protesto para nos conectar em tempos de crise e incerteza. Partindo dessa ideia, o Núcleo Artérias, dirigido pela coreógrafa Adriana Grechi, iniciou um estudo sobre diferentes práticas de transe, que resultou no espetáculo Protesto. Em suas pesquisas, o coletivo descobriu técnicas comuns a várias culturas, desde os Gnawas no Marrocos (confraria mística muçulmana de origem sufi) até rituais de umbanda no Brasil. E entrou em contato com o termo “protesto oblíquo”, usado pelo antropólogo escocês Ioan Lewis para designar transes empregados como estratégias de pessoas marginalizadas, caso de mulheres em sociedades patriarcais, para terem algum tipo de visibilidade social.

Diante desses achados, o grupo criou sua própria prática e, em cena, busca conectar corpos usando materiais que ativem os sentidos, tais como pedras, tecidos e plantas.
Classificação: 16 anos
Dia: 23/09
Horário: 18h
Local: CIS-Guanabara
Ingressos: AQUI

Outras informações e programação completa da Bienal Sesc de Dança você encontra AQUI

quinta-feira, 14 Setembro, 2017 - 14:00 até domingo, 24 Setembro, 2017 - 18:00